Brasil

07/07/2016 às 13h38

Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara dos Deputados

R7

O presidente da Câmara afastado, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta quinta-feira (7) sua renúncia ao comando da Casa. Cunha destacou o "protagonismo e a independência" da Câmara durante o seu mandato e informou que deixou o posto porque a "Câmara não suportará esperar".

— Ao completar 17 dos 24 meses do meu mandato, dois meses de afastamento pelo Supremo Tribunal Federal, [...] resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra.

Cunha assumiu o comando da Câmara em 1º de fevereiro de 2015 ao vencer uma eleição com os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Investigado pela Operação Lava Jato, por manter contas na Suíça, Cunha foi alvo de um processo no Conselho de Ética da Casa, que votou pela sua cassação. 

O caso ainda está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e precisa de maioria simples dos 66 deputados do colegiado. Depois, se aprovado, o caso vai a plenário da Câmara.

Processo

Eduardo Cunha recorreu à CCJ contra a decisão do Conselho de Ética alegando que houve irregularidades no processo: cerceamento do direito de defesa; aditamento de denúncias sobre novas contas no exterior; e parcialidade do presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA); entre outras.

Em junho, o conselho aprovou, por 11 votos a 9, o parecer do deputado Marcos Rogério que concluiu que Cunha mentiu em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, sobre a existência de contas bancárias de sua propriedade no exterior.

Após a decisão, Eduardo Cunha afirmou, em nota, que o processo foi todo conduzido com parcialidade e nulidades gritantes. Ele alega que não mentiu à CPI, pois não era proprietário de conta, e sim beneficiário de um truste.

 


Fonte: R7