Brasil

15/12/2015 às 11h51

Sobe para 2.401 casos de bebês com microcefalia no Brasil

R7

 O Brasil registrou 2.401 casos de microcefalia, má-formação cerebral em bebês, de janeiro até último sábado (12), em 549 municípios. Há registro de 26 mortos. O dado foi divulgado no começo desta tarde desta terça-feira (15), pelo diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

De acordo com Maierovitch, o governo está "trabalhando para saber como será a distribuição dos repelentes para as gestantes".
— Repelente serve para proteger individualmente as pessoas enquanto não conseguir conter a proliferação dos mosquitos. Porém, o repelente deve ser uma medida complementar. O mais importante é combater o mosquito.

O diretor ainda afirmou que todos os Estados já receberam os larvicidas na quantidade que pediram e serão usados pelos agentes de endemias.
— Nós temos o vetor em todo o território nacional. Isso significa que existe risco em todos os Estados [de zika vírus]. Justamente por isso que existe esse esforço em todos os lugares, não só onde já se confirmou a circulação do zika.

Nessa segunda-feira (14), o Ministério da Saúde divulgou um novo protocolo de atendimento às grávidas de bebês com microcefalia, má-formação do cérebro, e mulheres em idade fértil. Um dos objetivos é mobilizar os profissionais de saúde para identificar precocemente casos de microcefalia e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O documento intitulado como “protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika”, orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança diagnosticada com a doença.

Na ocasião, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Adalberto Beltrame, explicou que os nascidos com microcefalia receberão a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o País desde o nascimento até os três anos de idade. O objetivo é maximizar o potencial de cada criança.

— O importante é acolher a criança e estimulá-la do primeiro mês até os três anos de idade, que é quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico. Com isso, é possível reduzir os danos, que vai depender do grau de sucesso no acompanhamento e da gravidade da má-formação.
As crianças serão atendidas em Centros Especializados de Reabilitação, Núcleos de Apoio à Saúde da Família e Ambulatórios de Seguimento de Recém-nascidos das Maternidades.


Fonte: R7