Brasil

05/12/2015 às 13h53

Produção de repelente aumenta 200% com casos de zika e dengue

R7.com

Com a epidemia de dengue e a explosão de casos de microcefalia relacionados ao zika vírus, o laboratório fabricante do repelente considerado o mais efetivo no combate ao mosquito aedes aegypti aumentou em 200% a produção do item entre 2014 e 2015 e já prevê a necessidade de novo planejamento do processo de fabricação frente à ameaça de disseminação da zika para todos os estados brasileiros, conta Paulo Castejón Guerra Vieira, presidente do laboratório Osler no Brasil, produtor do repelente Exposis.

“A alta na demanda já vem do início do ano, por causa da epidemia de dengue. Chegamos a ter problemas no fornecimento. Com base nisso, refizemos nosso planejamento para produzir 200% a mais para esse verão. Mas, desde a confirmação do Ministério da Saúde de que há relação entre zika e microcefalia, nossa demanda cresceu ainda mais e estamos aumentando nossa produção”.

A marca é mais potente contra o mosquito por causa do princípio ativo, a icaridina, e da concentração dele no produto (25%), diz o infectologista Celso Granato, diretor clínico do laboratório Fleury.

“É uma concentração mais alta do que os outros repelentes no mercado e o princípio também é outro. Os mais populares são feitos com DEET”.

Grávida de quatro meses, a jornalista Marina Braga, de 34 anos, tem passado diariamente três tipos de repelente da marca. “Primeiro passo o produto em gel, depois "selo" com o spray, me visto, e passo o repelente específico para roupas. Na primeira vez que comprei, ainda não havia tanta divulgação da zika e encontrei com facilidade. Na semana passada, fui tentar comprar e estava em falta”

Vieira afirma que o laboratório já entrou em contato com os fornecedores para aumentar a produção e, apesar de casos pontuais de desabastecimento, não deverá haver esgotamento do item. “Montamos uma operação de guerra para continuar a oferecer o produto”.

 


Fonte: R7.com