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Dicas e destinos

Shislane Silva « página inicial do blog

Jornalista com especialização em Assessoria de Comunicação e Novas Tecnologias pela Universidade Tiradentes. Em 2011 fez intercâmbio na Omnicom School of Languages em Toronto (Canadá), tendo a oportunidade ainda de conhecer Quebec, Otawa e Montreal, fez estágios na área de comunicação no Sesc e Secretaria de Estado do Turismo. Foi repórter do Jornal Cinform, comandou por mais de dois anos a Assessoria de Comunicação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos ( Emsurb) e atualmente integra o setor de comunicação da Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão ( Seplog). O maior hobby é viajar e entre suas melhores experiências, estão ter conhecido em 2014 o Peru com as regiões de Lima, Cusco, Machu Picchu, Águas Calientes e Buenos Aires.

04/12/2015 às 07h55

Mochilão: Prática de viagem solitária buscando novas descobertas

Confesso que nunca passou pela minha cabeça realizar uma viagem internacional sozinha, tendo como companhia somente uma mochila nas costas. Recentemente estive em Morro de São Paulo e lá fiz muitos passeios solitários em boa parte do tempo, no entanto, nada se compara a encarar uma temporada fora do país, onde a diversidade se faz presente no modo máximo seja na cultura, na interação com pessoas de outras nacionalidades ou até na adaptação com o clima. 

Mochilão é a melhor opção para conhecer diversas cidades ou até mesmo países em uma só viagem com custo reduzido, optando por hospedagem em hostel por exemplo. New York e Londres são ótimas pra quem tem perfil urbano, enquanto Machu Picchu e Guatemala já são mais indicadas para os aventureiros. A página mochileiros.com é uma boa sugestão para quem ainda não tem destino definido e procura boas orientações.

E como sou amante de histórias, decidi ir em buscar de aventureiros que colocaram em prática esse estilo de viagem e quem sabe um dia, poderei compartilhar o meu mochilão Tb! (risos). 

O sergipano Marcio Rogers Melo topou contar a sua experiência para o blog e por isso, fiz um jogo rápido de perguntas ao economista que assumiu uma paixão nesse modo de viagem. Confiram!

Foto: Estocolmo/Suécia

- Em que momento da sua vida surgiu a ideia de visitar países de mochilão e indo sozinho?

Pergunta difícil. Mas acho que desde pequeno quando viajava nos roteiros dos livros e nas páginas dos jornais esportivos que lia diariamente.

- Como você se planeja para cada aventura e quanto tempo passa em cada viagem?

Procuro me planejar dentro da faixa de segurança. Tipo: 1. calcular quanto gastar em média por dia, 2. moeda local sempre em mão, 3. reservar o hostel mais bem avaliado nos sites especializados, 4. Ficar num lugar bem localizado, 5. Sempre pegar um táxi no primeiro deslocamento da estação ou aeroporto para hostel. Após essas regras básicas, planejo muito pouco e isso faz parte do espírito de descoberta. Deixar os dias abertos ao desconhecido é a melhor forma de conhecer o improvável que pode ser um pub underground na periferia de Berlim ou um sebo de proprietário Turco em Budapeste. Em média passo cinco dias em cada lugar.

- Quais os locais que já visitou e os futuros destinos?

De mochila fui à Hungria, Eslováquia, Áustria, Rep Tcheca, França, Alemanha, Espanha e Portugal. Pretendo ainda fazer os balcãs (países) saindo da Turquia.

- Conte quais vantagens de viajar deste modo.

1.Mais econômico

2. Impõem a necessidade de se sociabilizar diariamente por dividir quartos, fazendo com que conheça pessoas e histórias muito interessantes.

E quem acha que a iniciativa agrega homens na maioria das vezes se engana! A jornalista Raquel Passos também fez um mochilão e dos bons pela terra do Tio Sam (personificação nacional dos Estados Unidos e um dos símbolos nacionais mais famosos do mundo). O depoimento dela foi tão espontâneo que define muito bem o intuito do post.

“A melhor parte de viajar com um mochilão nas costas (literalmente) é a infinidade de sonhos e vontades que você carrega sem disputar espaço com os agasalhos, como foi meu caso. É uma oportunidade de auto-conhecimento tão relevante, que, sem perceber (ou não), sua visão se transforma, amplia os horizontes de perspectivas de vida mesmo. Em 2012, resolvi tirar férias na casa da minha mãe, no Arizona, mas dessa vez passei menos tempo, pois eu iria a New York e Seattle com minha mochila nas costas. Na segunda cidade, tenho família lá.. mas em NY, a energia foi diferente. Pude fazer tudo o que eu programei, ou seja: eu queria tudo aquilo, naquela hora, daquele jeito, sem tirar nem por. Foi maravilhoso desbravar a cidade do mundo que nunca dorme apenas com um mapa na mão. Trocava a mochila por uma bolsa onde coubesse a câmera e partia do hostel logo cedo com rumo certo: conhecer o mundo! Fiz amigos incríveis que carrego até hoje comigo, conheci lugares e museus inesquecíveis também, passei pela calçada do prédio onde John Lennon foi alvejado na década de 60, pedalei no Central Park e andei de ônibus coletivo por vários bairros da cidade... Meu objetivo era me sentir uma verdadeira cidadã. E isso tudo me marcou muito. Então, sem birra ou medo de agradar, viajar sozinho é você perceber que você se basta, você se completa, você é capaz de sacudir o mundo mesmo esquecendo algumas palavras do inglês... Finge que engasgou e bola pra frente! O mundo é logo ali e aqui dentro de cada um de nós. Vale muito a pena! Então, boa viagem!!”

Postado por Shislane Silva
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